Introdução

No século XIV, a sociedade teve que enfrentar uma de suas maiores pandemias, causada pela Peste Negra, doença respiratória de fácil contágio, que chegou a matar mais de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo. Séculos após este acontecimento, a sociedade tem que enfrentar outras duas pandemias de grande alcance, a causada pelo vírus SARS-CoV-2, a COVID-19 e a a nova cepa H3N2 do vírus Influenza.

COVID-19: qual o cenário atual?

Em março de 2020, foi decretada quarentena pelos estados brasileiros, a fim de amenizar a propagação do coronavírus e da COVID-19, doença sistêmica que afeta diretamente o trato respiratório e que provocou cerca de 621 mil óbitos no país. 

A mudança repentina na rotina da sociedade, devido ao isolamento social imposto como medida de redução da transmissão do vírus, a falta de contato com familiares e amigos e outras diversas dificuldades vividas por todos, causaram sequelas que, segundo psicólogos, são consideradas sequelas a longo prazo, mas além destas, o estresse e ansiedade são fatores potencializadores na queda do sistema imunológico, deixando todos mais suscetíveis ao contágio de outras doenças. 

Dados da pandemia até o momento:

Assim como todo vírus, o SARS-CoV-2 passou por diversas mutações em seu material genético, resultando em 5 variantes diferentes que causam sintomas diferentes da doença, como pode ser visto a seguir:

Em todo este tempo de pandemia foi possível observar que o isolamento social, associado ao uso de máscaras e álcool em gel e a adesão à vacina se tornaram essenciais para o melhor controle de propagação do vírus. Com início em 17 de Janeiro de 2021 no Brasil, a campanha de vacinação já alcançou mais de 315.180.274 pessoas.

Influenza: as variantes e os seus efeitos na sociedade

Antes da COVID-19, a população teve que conviver com a epidemia do vírus H1N1. .Em abril de 2009, o mundo se deparou com uma nova epidemia causada pelo vírus H1N1, conhecida também como Gripe Suína e Influenza. Cerca de 1 mês após o pronunciamento da OMS sobre a epidemia causada pelo vírus, houve a chegada do vírus no Brasil, causando cerca de 60.000 casos e 2.149 óbitos no período de 1 ano. Já em 2010, com a vacina desenvolvida para a prevenção da doença, o número de mortes anual no Brasil caiu para 100. 

No final de 2021, com a alta de casos de COVID-19, a baixa procura para a adesão da vacina da influenza e a má-qualidade da alimentação das famílias brasileiras, surge a nova cepa da gripe influenza: H3N2. 

Recomendações sobre mudanças no estilo de vida e as epidemias

A primeira, e mais importante, recomendação dada pelos especialistas é que a população continue com o uso correto de máscaras, distanciamento de 1 metro, evitando aglomerações e com o uso contínuo de álcool em gel para combater e amenizar tanto a COVID-19, como a nova variante da influenza. Entretanto, existem outras recomendações que devem ser seguidas para evitar a contágio e o agravamento do quadro, como por exemplo:

Espera-se que com a nova campanha de vacinação, o uso de máscaras e distanciamento social, a doença não continue a se propagar com tanta facilidade, evitando assim, novos casos de óbitos.

Referências

MATOS, Aloísio Antônio Gomes de et al. “Between the cross and the sword”: Brazilian children face an influenza epidemic while still dealing with the COVID-19 pandemic. Journal Of Pediatric Nursing. [S.I], p. 1-9. 05 jan. 2022. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0882596321003985. Acesso em: 13 jan. 2022.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAðDE. (org.). H3N2: novo vírus influenza em circulação no país. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/h3n2-novo-virus-influenza-em-circulacao-no-pais/. Acesso em: 13 jan. 2022.
COSTA, Ligia Maria Cantarino da; MERCHAN-HAMANN, Edgar. Pandemias de influenza e a estrutura sanitária brasileira: breve histórico e caracterização dos cenários. Rev Pan-Amaz Saude,  Ananindeua ,  v. 7, n. 1, p. 11-25,  mar.  2016 .   Disponível em <http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-62232016000100002&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  14  jan.  2022.  http://dx.doi.org/10.5123/s2176-62232016000100002.
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INSTITUTO BUTANTAN (Brasil). Conheça os sintomas mais comuns da ômicron e de outras variantes da Covid-19. 2021. Disponível em: ttps://butantan.gov.br/noticias/conheca-os-sintomas-mais-comuns-da-omicron-e-de-outras-variantes-da-covid-19#:~:text=Sintomas%20mais%20comuns%3A%20febre%2C%20tosse,no%20corpo%2C%20cansa%C3%A7o%20e%20fadiga.&text=A%20variante%20de%20preocupa%C3%A7%C3%A3o%20alfa,Unido%20em%20setembro%20de%202020.. Acesso em: 17 jan. 2022.

 

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